quinta-feira, 23 de julho de 2015

Plano de Proteção ao Emprego (PPE): um plano de proteção às empresas, não ao trabalhador

Michelangelo Marques Torres
“Não mexo em direitos trabalhistas nem que a vaca tussa. (…) Eu não mudo direitos na legislação trabalhista”. Dilma Rousseff às vésperas das eleições de 2014.
“A confiança é a mãe das decepções”
sabedoria popular
A conjuntura brasileira tem se dinamizado substancialmente no segundo mandato do governo de coalizão liderado pelo PT, com a reeleição de Dilma Rousseff, após a mais acirrada e polarizada eleição desde 1989. O quarto mandato consecutivo do Partido dos Trabalhadores no Governo Federal tem sido demarcado pelo aprofundamento da crise econômica e política no país – relegando para o campo da falsa consciência o ditame de Lula da Silva, quando disse, em seu governo, que a crise internacional não iria adentrar no Brasil, posto ser apenas “uma marolinha”.
Logo em seu discurso de posse, no início do ano, Dilma assumiu o compromisso com a Pátria Educadora (que teve posteriormente mais de R$ 9 bilhões de recursos cortados do orçamento da educação), afirmando que não reduziria direitos dos trabalhadores “nem que a vaca tussa”. Pelo visto, em 7 meses a vaca não só tossiu como está engasgada, às vésperas de agonizar.
Desde o início do semestre vivenciamos uma batalha seminal de ataques aos direitos do conjunto da classe trabalhadora no país. Nesse período, impôs-se a deterioração do cenário econômico, endividamento, aumento de preços de itens básicos, alto patamar da taxa de juros, estagnação econômica, queda no preço dos produtos primários, esforço pela manutenção do superávit primário, medidas provisórias contra os direitos trabalhistas e instabilidade política. Como se não bastasse, o início dos índices de desemprego e a redução de novos postos de trabalho aprofundam as condições de vida dos trabalhadores. Somado a esse quadro há escândalo de corrupção e ajuste fiscal rigoroso e corte dos gastos sociais orçamentários. Ao mesmo tempo em que o governo destinou quase metade do orçamento federal (44%) de 2014 para pagar juros da dívida para o capital financeiro internacional – o que rendeu a Dilma elogios da presidente do FMI-, tem sido imposto um ajuste fiscal e medidas de austeridade, com corte de R$70 bilhões no orçamento, atingindo saúde (R$ 11 bilhões), educação (R$ 9,4 bilhões) e moradia.
Não é à toa que os primeiros 6 meses de mandato de Dilma batem recorde de rejeição popular, atingindo a marca de 65%, perdendo apenas para o governo Collor às vésperas doImpeachment, em 1992. Como disse Lula, “Dilma está no volume morto, o PT abaixo do volume morto”.
O campo governista procura blindar o governo, advogando que a direita e o Congresso Nacional não tem permitido a governabilidade do PT, impondo uma pauta reacionária, a exemplo da proposta de redução da idade penal. Ocorre que as MPs 664 e 664, formuladas logo no final de 2014, se originaram diretamente da Presidência da República (com amplo apoio do Congresso Nacional conserdador-reacionário), as quais restringem o acesso dos trabalhadores ao abono do PIS, ao seguro-desemprego, a pensão por morte e ao auxílio defeso dos pescadores. Também vimos o “não” da Presidenta ao fim do fator previdenciário (reivindicação histórica do movimento sindical) e a adoção, via medida provisória, da nova fórmula da aposentadoria, seja com o fator 85/95 ou, em seguida, com a fórmula estendida 90/100, condenando os trabalhadores e as trabalhadoras a labutarem até a morte, praticamente. No bojo desses ataques aos trabalhadores, vimos surgir, ainda, por parte da direita, o projeto das terceirizações, que na verdade regulamenta e estende o trabalho precarizado e desprotegido para todas as atividades – a “lei da selva no mercado” que irá desregulamentar as condições de trabalho de mais de 40 bilhões de trabalhadores no país. Como destaca o estudioso de sociologia do trabalho da Unicamp, o prof. Ricardo Antunes, “no fundo significa rasgar a CLT no aspecto que ela tem de mais positivo, qual seja, no aspecto em que ela cria um patamar básico de direito do trabalho, que vai ser eliminado”[1]. Acrescentemos nós, que a parcela da classe trabalhadora mais precarizada já é constituída por jovens, mulheres, negro(a)s e pobres das periferias, os setores mais intensamente explorados e oprimidos da classe.
Se, por um lado, Dilma tem governado para o grande capital, junto com partidos aliados de direita, por outro lado, sente o imperativo de oferecer respostas políticas a base social de seu governo, apesar do apoio e blindarem por parte do campo governista. Por isso tem procurado dissociar, como se fossem opostos, os planos do PT dos projetos de Eduardo Cunha e dos ajustes econômicos de Joaquim Levy (ministro nomeado pela própria presidenta).
Uma das medidas que o capitalismo brasileiro tem se valido para intervir em favor das empresas atingidas pela crise de produção, além do IPI e outros atrativos para o capital, tem sido o recuso ao Lay Off. No que consiste? A medida foi criada no início da década passada para empresas enfrentarem suas crises econômicas (produção e vendas). Trata-se de uma medida que suspende temporariamente o contrato de trabalho durante alguns meses, com a desculpa de que os trabalhadores possam fazer cursos de qualificação nesse período e receber seguro desemprego (com complementação salarial por parte da empresa). Para se fazer valer, a medida deve ser negociada com os sindicatos. Ocorre que muitos trabalhadores acabam sendo demitidos logo após retornarem do lay off.
A mais nova medida do Governo Federal, a Medida Provisória 668, assinada por Dilma em 06 e julho deste ano, implementa o Programa de Proteção ao Emprego (PPE). No que consiste essa medida? A princípio pode parecer uma medida progressiva, afinal diz proteger o emprego dos trabalhadores. O PPE é apresentado como “alternativa” ao lay off. Vejamos se ele é solução. O PPE é uma nova versão do ACE, do qual já alertávamos há 3 anos. Na ocasião dizíamos:
Vivenciamos um monumental processo de desconstrução dos direitos sociais por parte dos capitais em todas as partes do mundo – tanto nos países centrais como nos países periféricos e subordinados, como é o caso brasileiro. Desde o aparecimento do ornitorrinco na década de 1990, para lembrarmos a metáfora do professor Francisco de Oliveira, convivemos com os esforços de desmonte de nossa recente e delicada legislação social e trabalhista[2].
Caracterizamos o Acordo Coletivo Especial do Trabalho como um projeto patronal encampado por setores cutistas. Baseava-se na livre negociação e flexibilização das leis trabalhistas. O projeto de lei não passou, foi alvo de intensa mobilização popular. Em nossa compreensão, o PPE é, em larga medida, assemelhado ao ACE. São medidas aparentadas e oriundas do mesmo projeto político de desmonte neoliberal. Vejamos no que consiste.
A recente Medida Provisória editada pelo Governo Fedaral, MP680/15, denominada por Programa de Proteção ao Emprego (PPE), é apresentado por Dilma como sendo uma medida de proteção de empregos em contexto de crise. No plano fenomênico, das aparências ilusórias e do discurso ideológico, o PPE é a solução para a crise do setor produtivo e se apresenta como o verdadeiro sistema de proteção de empregos do governo de colaboração de classes. O programa foi anunciado como sendo pauta do “movimento sindical” para alternativas em casos de situações de crise das empresas. “Se necessário, vamos sensibilizar os parlamentares para os ajustes necessários, afirmou o presidente da Força Sindical, Miguel Torres. “O PPE será uma alternativa muito importante para preservar os empregos no país”, também defende o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (filiado à CUT) Rafael Marques.
Em verdade, o plano em curso permite aos empresários patronais garantirem seus lucros poupando gastos com salários e recorrerem ainda mais aos recursos públicos, reduzindo a jornada de trabalho, com redução proporcional dos salários. Com a medida, as empresas poderão reduzir em até 30% a jornada de trabalho e os gastos com salários. Até 15% do salário passa a ser financiado pelos fundos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), ou seja, o empregador se exime de arcar com esse percentual. Já o restante, o que pode chegar até 15% do salário, o trabalhador perderá completamente (redução involuntária).
Vamos aos cálculos. Um funcionário cujos rendimentos mensais, hoje, giram em torno de R$ 3 mil poderá ter a jornada de trabalho reduzida em 30%, passando a receber R$ 2.500. Desse novo rendimento, R$ 450 serão pagos pelo governo, via Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e R$ 2.100 pela empresa (havendo, portanto, uma perda salarial de 15% para o funcionário). Sem contar que o trabalhador, ao perder parte do salário, diminuirá a contribuição ao INSS, com a Previdência; impactando, ainda seu FGTS (fundo de garantia).
Em que o PPE é positivo para os patrões? A medida provisória permite reduzir gastos sociais da empresa com folha de pagamento em até 30% – redução dos custos de encargos e salários -, ao mesmo tempo em que o governo subsidia as corporações capitalistas. O PPE é favorável, também, a conjuntura de ajuste fiscal do governo, uma vez que substitui o lay off no intuito de cortar gastos com o seguro-desemprego (na esteira da medida provisória anterior, a qual dificulta o acesso do trabalhador a esse direito).
Contrariamente ao que advogam os ideólogos do capital, o programa não garante estabilidade e aumenta o arrocho dos salários dos trabalhadores. A CUT e a Força Sindical, maiores centrais sindicais do país, encampam esse programa junto com a patronal. No fundo, as empresas que remetem lucros estratosféricos às suas matrizes, muitas delas internacionais, almejam responsabilizar os trabalhadores pela crise do país. Apenas o setor automobilístico foi subsidiado em quase R$ 30 bilhões pelo governo (incentivos fiscais), que mesmo assim foi incapaz de conter as centenas de milhares de demissões no setor. Como se não bastasse, o governo reduziu, nos últimos anos, o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para o setor, desonerou a folha de pagamento, ofereceu o programa de incentivo a produção, Inovar Auto, além de conceder empréstimos via BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) a baixos juros e ótimas condições de prazos. Por outras palavras, o governo e as principais centrais sindicais do país (CUT e Força Sindical) procuram salvar o lucro do empresariado com a desculpa de assegurar empregos em contexto de crise econômica. Trata-se de uma aliança de colaboração de classes entre o sindicalismo em era pós-fordista financeirizada e o grande capital, sob a bênção do governo.
As empresas defendem a terceirização do trabalho e o PPE como medidas de corte de seus gastos sociais, a fim de auferir maiores lucros com base na exploração e intensificação dolabor dos trabalhadores, os quais têm seus direitos cada vez mais flexibilizados em nome de uma suposta “inevitabilidade do mercado”. Mas por que as empresas não flexibilizam e terceirizam seus lucros? Por que não transferem a gestão e o controle da produção para o coletivo de trabalhadores? Contrariamente ao PPE, devemos lutar pela redução da jornada de trabalho sem redução dos salários (com garantia de seu pagamento integral), proibir a remessa de lucros de empresas estrangeiras para o exterior e assegurar os empregos. Por que não estatizar as empresas que realizam a demissão em massa de trabalhadores?
Finalizando, é preciso dizer que o PPE é mais uma medida do pacote de ataques do governo ao conjunto da classe trabalhadora. Para aqueles que ainda não perceberam, o governo do PT tem realizado uma verdadeira (contra)reforma trabalhista de caráter neoliberal por meio de Medidas Provisórias. Quem garante que o PPE não será estendido para as empresas de outros setores, como o comércio e os serviços? Quem garante que os trabalhadores não serão demitidos? Com o rebaixamento dos salários, como as famílias dos trabalhadores poderão sobreviver em período de crise? Talvez a melhor indagação que fica seja: com o aprofundamento da crise, quem paga a conta?
POSTADO ORIGINALMENTE EM: http://blogconvergencia.org/?p=4918

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Empunhando bastões e vestidas de rosa, indianas criam grupo de autodefesa contra machismo

Seguindo a máxima 'fale suave e carregue um grande bastão', a Gulabi Gang - Gangue de Rosa - se defende da violência e combate corrupção na Índia.

Por Luiz A. Gómez, de Calcutá

Para o Opera Mundi


Em uma região cheia de histórias, entre o Taj Mahal e a milenária cidade de Varanasi, milhões de mulheres têm sido espancadas, humilhadas e caladas à força no estado hindu de Uttar Pradesh. Ali mesmo, há trinta anos, uma mulher das castas mais baixas chamada Phoolan Devi decidiu se vingar de seus estupradores e acabou se transformando na rainha dos bandidos. Contrariando as hierarquias e os homens, Phoolan se tornou famosa por sua selvageria e simplicidade. Rendeu-se à política, foi eleita deputada... e, em plena democracia, foi morta a tiros para vingar os homens que a maltrataram.Outras não tiveram tanta vida. Morreram ao nascer, afogadas em algum rio ou, como costuma acontecer em um estado pobre e cheio de desigualdades tão milenárias como suas maravilhas, morreram “acidentalmente” queimadas, afogadas ou golpeadas. Em Uttar Pradesh, a violência contra mulheres no âmbito doméstico ultrapassa a média nacional da Índia (38% das mulheres sofreram algum tipo de abuso físico ou sexual, de acordo com a Terceira Pesquisa Nacional Sobre Saúde Doméstica, de 2006). Quase metade dos homens confessou ter abusado sexualmente de sua esposa alguma vez.No distrito de Bandha, no sul do Estado, as taxas são as mais altas. Mas não foi assim na comunidade de Atarra, onde Sampat Pal Devi, casada aos 12 anos de idade com um amável vendedor de sorvetes e mãe aos 15 anos, um dia decidiu “devolver o favor” ao marido abusivo de uma conhecida.Quando tinha 16 anos, Sampat viu um homem espancando sua esposa em Atarra. Pediu ao homem que parasse, mas não conseguiu. No dia seguinte, acompanhada de um grupo de mulheres que conseguiu reunir, bateu no homem. Isso aconteceu em 1980 e foi o começo de um movimento que inspira mulheres em todo o mundo.Hoje com 51 anos, ela comanda pouco mais de 270 mil mulheres vestidas com saris rosas e armadas com lathis (bastões de madeira de um metro e meio de largura). O grupo, conhecido como Gulabi Gang (Gangue de Rosa), a segue por todas as partes, mediando conflitos domésticos, arrumando casamentos, denunciando a corrupção de burocratas e, se necessário, usando lathis para revidar abusos.“Normalmente prefiro usar a razão”, afirma Sampat. “É melhor convencê-los a fazer o correto. Quase nunca tivemos de chegar a usar a violência”. De toda forma, a Gulabi Gang se organiza quase militarmente (com comandantes e muitas sessões de treinamento para a autodefesa). E, desde 2006, usam como uniforme o sari cor-de-rosa (na verdade, magenta). Mas não é uma referência particular à feminilidade. “Queríamos ter algo que não tivesse relação com os partidos [políticos] e nenhum usa rosa. Por isso escolhemos essa cor”, explica sem pressa Pal Devi.Justiceiras ou necessárias?Elas foram acusadas de justiceiras, de fazer justiça com as próprias mãos. E o comando onipresente de Sampat foi criticado muitas vezes. Entretanto, em Uttar Pradesh é complicado confiar na polícia, definida por um juiz da Corte Superior de Distrito do Estado como “a maior organização criminosa do mundo”. De toda forma, explica Sampat, as mulheres da Gulabi Gang querem estar “do lado luminoso da lei”, mesmo que seja forçando os agentes a cumpri-la.Nem tudo se resume a um grupo de autodefesa. Algumas doações começaram a ser usadas para outras atividades. Em 2010, as mulheres de rosa criaram uma escola para os filhos das castas mais baixas e os povos indígenas do país. Sampat quer que a nova geração tenha uma educação melhor do que à que ela teve acesso, tendo de aprender sozinha a ler e a escrever. “As mulheres das comunidades têm de estudar e se tornar independentes para decidir suas vidas”, disse ao The Guardian na ocasião.Em sua luta para evitar matrimônios infantis, capacitam jovens a usarem máquinas de costura. Assim, transformadas em trabalhadoras autônomas, produzem dinheiro e seus pais não querem que se casem, pelo menos não antes dos 16. Também existe o negócio de pequenos pratos feitos com folhas de árvore, que Prema Rambahori organizou com apoio da Gulabi Gangem um território salpicado de pequenas comunidades indígenas. Populares em festas e bodas, os pratos dão trabalho, hoje, a mais de 200 mulheres diariamente.Claro que Sampat e suas companheiras são mais notórias visitando casas e resolvendo injustiças. Como a boda negada em um pequeno povoado muçulmamo onde Sampat, por horas, discutiu os pormenores do compromisso a pedido da noiva. “Sampat nunca é injusta. Sampat não maltrata sem motivo. Venham falar comigo”, disse a comandante ao chegar. Ela permaneceu até que se realizou o casamento com a aprovação das autoridades comunitárias, ao fim do dia, comovendo o pai da menina a aceitar todas as condições.   Como sua ação é notória em todo o mundo, a Gulabi Gang tem sido objeto de estudo e de documentários. No entanto, a fama trouxe tensões internas e, em março de 2014, Sampat foi suspensa como comandante-em-chefe por participar de uma eleição para deputada em 2012 (está proibida de trabalhar com partidos políticos segundo o regulamento interno) e por não prestar contas das doações e de suas viagens constantes.Nesse período, Sampat declarou à imprensa: “As acusações contra mim não têm fundamento e eu responderei a elas... Tenho sido uma lutadora e vou superar isso também.”Depois de um processo interno que demorou meses, Sampat Pal Devi foi restituída a seu cargo e começou outra etapa na vida da Gulabi Gang. Desde então, o grupo começou a expandir suas atividades para outras regiões de Uttar Pradesh e para o estado vizinho de Madhya Pradesh. De fato, começaram a criar núcleos do grupo em várias cidades.Em janeiro deste ano, durante sua visita a Odisha, estado da costa leste, Sampat afirmou em uma conferência que sua intenção é “logo expandir a rede para outras partes da Índia”. A comandante explicou as razões: “a missão da gangue é erradicar os males sociais e questionar o sistema de castas, dar poder às mulheres e lutar pelos direitos dos pobres.”No início de junho, uma decisão da justiça indiana teve um gosto especial para Sampat: Purushottam Naresh, um ex-deputado nacional acusado de estupro em 2010, foi sentenciado por seus abusos. Foram Sampa e seu grupo que pressionaram para conseguir que Dwivedi fosse formalmente acusado. A dirigente da Gulabi Gangfoi candidata nas eleições contra ele. Perdeu nos votos, mas não na justiça. Dwivedi passará 10 anos preso. Sampat falou pouco com jornalistas depois da sentença. Mas foi vista sorrindo sem pressa, rodeada de outras mulheres, cantando: “como a maré do oceano, há uma maré rosa.”

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Pintura de José Joaquim da Rocha na Igreja de São Domingos em Salvador (BA) é resgata pelo Iphan

As obras de restauração começaram o ano passado e, ao acessar o forro da nave, constataram-se logo os danos no madeiramento e na pintura. O que seria apenas uma remoção de verniz e sujidades, tornou-se um trabalho inédito realizado em Salvador.

Uma verdadeira maratona está sendo executada para o resgate histórico da pintura do forro da nave da Igreja da Venerável Ordem Terceira de São Domingos Gusmão, atribuída a José Joaquim da Rocha, maior pintor do barroco brasileiro. O conjunto de edificações e a igreja, pertencentes à Venerável Ordem Terceira de São Domingo Gusmão, localizados no Centro Histórico de Salvador, são os primeiros monumentos baianos a receber investimento do PAC Cidades Históricas, através do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional  (Iphan), que contratou serviços técnicos especializados de arquitetura e engenharia, no valor de R$ 7,5 milhões.  
A igreja foi construída em 1731 em alvenaria de pedra e tijolo, com fachada rococó e uma torre terminada em bulbo, ficando a outra inconclusa. Já a pintura no forro da nave com 173 metros quadrados, de concepção ilusionista barroca, teria sido executada por volta de 1781, segundo Carlos Ott, autor da publicação intitulada Escola Baiana de Pintura.
As obras de restauração começaram o ano passado e, ao acessar o forro da nave, constataram-se logo os danos no madeiramento e na pintura. O que seria apenas uma remoção de verniz e sujidades, tornou-se um trabalho inédito realizado em Salvador. “Acredito que estamos diante de um momento importante de revalorização e resgate de um raro exemplar da pintura barroca pensada e executada na Salvador do século XVIII”, afirma o coordenador dos trabalhos Júlio Maia, restaurador e artista plástico, especialista em restauração de bens móveis e em gestão e prática de obras de conservação e restauro do patrimônio cultural.
Pintura descaracterizada
A representatividade historiográfica que envolvia a pintura encontrada na nave, levou Júlio Maia a solicitar uma avaliação da mestre e doutoranda pela UNICAMP, Mônica Farias, que desde 2006 estuda a pintura de Falsas Arquiteturas em Salvador, especificamente o legado
deixado por José Joaquim da Rocha. Já no primeiro encontro e com a obra a poucos centímetros dos olhos, Mônica revela que ficou “abismada com o que via e constou tamanha velação e ocultamento de elementos decorativos e figurativos, bem como incongruências gramaticais de partes arquitetônica e figurativa”.
“Se a pintura da nave da igreja da Ordem Terceira de São Domingos pertence de fato ao José Joaquim da Rocha, teria que ser algo que estava oculto, velado, ou por baixo do que se representava, pois a que estava ali em nada se parecia com a gramática figurativa e paleta artística do pintor”, salienta Mônica. O forro, segundo documentos do século XIX, passou por três intervenções. Bento Capinam foi o primeiro a intervir, o segundo já em 1877, foi Francisco José Rufino de Sales que não concluiu o trabalho sendo chamado para isso José Antônio da Cunha Couto. No século XX também foram feitas intervenções no forro da nave o que descaracterizou a pintura original. 
No processo de restauração muita coisa específica da paleta de José Joaquim da Rocha reapareceu, incluindo aí as cores e suas nuances, o efeito de luz e sombra, algumas especificidades figurativas, como vasos de flores, guirlandas, anjos, cartelas, pináculos, fragmentos corporais completos. Partes da malha arquitetônica que emoldura a cenografia central com falhas de traça, repintadas em cores opacas e densas escondendo a volumetria, sacadas descontinuadas, são outras agrúrias encontradas e que puderam, dentro das possibilidades, serem resgatadas.
Encontrada folha de ouro
Outro fato inédito também foi consagrado nesse processo de restauração, que é a utilização do uso do ouro em uma pintura de tetos em Salvador. Até o presente momento essa ocorrência só era registrada em igrejas europeias, em específico as portuguesas. Encontrar a folha de ouro aplicada em uma pintura de forro aqui insere novas leituras e interpretações não somente para a técnica empregada pelo artista, mas pelo nível de financiamento e efeito cenográfico que a Irmandade empregava para a execução da obra alcançar o desejado, que ultrapassava a questão decorativa. Percebe-se a presença do uso do ouro em muitos lugares nesta pintura, uma técnica que coloca o José Joaquim da Rocha em situação de relevância, pois ele era, também, dourador.
Para Mônica, resgatar a obra na sua fiel intimidade e ir o mais próximo da produção primeva, é consolidar uma história que envolve não apenas um nome, mas a relevância
desta para a conjuntura de uma época. “As técnicas utilizadas, a consolidação de Salvador como uma Colônia de avançado conhecimento científico para a produção de pinturas de forro, o poder financeiro religioso e, sobretudo, o objetivo Tridentino alcançado pelas Ordens Religiosas, tudo isto está envolvido em uma produção desta tipologia”, ressalta.
“É uma descoberta espetacular”, afirma o superintendente do Iphan na Bahia, Carlos Amorim. Ele disse que a obra estava, e ainda continuará, em algumas partes, descaracterizada pelo excesso de repinturas e restauros inadequados, mas “o que já conseguimos, revelando elementos decorativos, arquitetônicos e figurativos ocultos por camadas densas de tinta e mesmo por critérios de desconhecimento da continuidade da gramática geométrica, já nos fornece uma nova realidade historiográfica à obra”.
Restauração de bens móveis e integrados
Carlos Amorim informou que, além da obra original de José Joaquim da Rocha, foram descobertas ainda pinturas subjacentes nas paredes dos corredores laterais, nas paredes da nave, na parte alta próxima ao forro e nas paredes da capela-mor, no alto ao fundo das sanefas. Na sacristia foram reveladas pinturas escaioladas (imitação de mármore) nas tábuas da cimalha do forro com frisos em prata (coisa rara de se ver), em todas as cercaduras das portas e das janelas, nas molduras das telas. “Todas as pinturas na parte inferior das paredes são de boa qualidade artística”, destaca.
A intervenção proposta na Igreja da Venerável Ordem Terceira de São Domingos Gusmão contempla a execução de obras que promoverão o restauro dos bens imóveis, dos bens integrados e da imaginária da Arte Sacra, guardadas no interior da igreja e a requalificação dos espaços internos promovendo a acessibilidade universal a todos os seus ambientes internos. Serão também readequadas as instalações elétricas para atender as novas cargas exigidas. “Com as ações elencadas teremos totalmente restaurado um monumento tão importante na composição do quadrilátero do Terreiro de Jesus”, enfatiza Carlos Amorim.
Mais informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação Iphan-BA
Rosilane Barbosa - comunicacao.iphan.ba@gmail 
(71) 3321-0256 - 9964-4630
www.iphan.gov.br 
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www.youtube.com/IphanGovBr

POSTADO ORIGINALMENTE EM:
http://portal.iphan.gov.br/noticias/detalhes/2740/iphan-resgata-pintura-de-jose-joaquim-da-rocha-na-igreja-de-sao-domingos-em-salvador-ba

WikiLeaks: Além de Dilma, EUA espionaram membros do alto escalão do governo brasileiro

Revelação vem poucos dias após mandatária se encontrar com Obama em Washington, onde tentou colocar fim à tensão provocada por espionagem.

EFE - Obama disse que me ligará quando ele precisar de uma
informação não pública. Eu confio nele”, disse Dilma na semana passada
O site WikiLeaks revelou neste sábado (04/07) uma lista composta por 29 membros do governo da presidente do Brasil, Dilma Rousseff, que foram espionados pela NSA (Agência Nacional de Segurança norte-americana) no início de seu primeiro mandato, em 2011.


Na lista, constam nomes como o do ex-chanceler brasileiro, Luiz Alberto Figueiredo Machado, o do ex-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, e o do então secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, atual ministro do Planejamento.

Além disso, o documento também inclui nomes de importantes membros da equipe econômica da mandatária, bem como de representantes da diplomacia brasileira, entre eles, os embaixadores brasileiros em capitais como Berlim, Paris, Bruxelas e Washington.

De acordo com reportagem do jornalista Glenn Greenwald do The Intercept, que obteve os documentos do WikiLeaks em primeira mão, a maioria das espionagens contra celulares e outros aparelhos eletrônicos de comunicação pessoal dos brasileiros teria acontecido em 2011. Contudo, alguns funcionários teriam sido espionados ainda em 2010, no fim do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.



A revelação vem poucos dias após Dilma viajar aos EUA, onde se encontrou o presidente do país, Barack Obama. Na ocasião, o líder norte-americano afirmou que “não há relações sem desentendimentos”, aludindo ao cancelamento da viagem da mandatária, dois anos atrás, depois das revelações de Edward Snowden de que ela havia sido espionada pela NSA.

Na tentativa de colocar fim às tensões nas relações bilaterais por conta de espionagem, Dilma afirmara em Washington que confiava em Obama. “De lá para cá, algumas coisas mudaram. O presidente Obama disse que me ligará quando ele precisar de uma informação não pública”, dissera Dilma na última terça (30/06).

Resposta de Brasília

Após o vazamento de documentos, o  governo federal reiterou na tarde deste sábado que a crise por espionagem com Washington está superada. De acordo com a Agência Efe, o ministro da Comunicação, Edinho Silva, ressaltou em nota que as informações divulgadas hoje pelo WikiLeaks fazem referência a "episódios antigos".

"O próprio governo norte-americano reconheceu internacionalmente o erro e assumiu seu compromisso de mudança nessa prática. Para o nosso governo, isso está superado", minimizou Silva.

POSTADO ORIGINALMENTE EM:
http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/40918/wikileaks+alem+de+dilma+eua+espionaram+membros+do+alto+escalao+do+governo+brasileiro.shtml

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Biblioteca Virtual 2 de Julho ganha nova cara e novo nome



A partir deste Dois de Julho, a Biblioteca Virtual homenageará a historiadora Consuelo Pondé de Sena, sendo a nova patrona da unidade.


Neste Dois de Julho, além das celebrações em torno da data histórica 2 de Julho, a Bahia tem mais um motivo para celebrar. Hoje, 2, no Palácio Rio Branco, a Fundação Pedro Calmon/Secretaria de Cultura do Estado da Bahia lançara o novo site da Biblioteca Virtual Dois de Julho, unidade especializada em História da Bahia que contém rico acervo referente à data magna do Estado, tudo disponível aos leitores, pesquisadores, estudantes.
A cerimônia contará com a participação do governado do Estado, Rui Costa, e o novo site apresentará novidades para seus visitantes, que vão desde o lançamento de dossiês temáticos à nova estrutura das exposições virtuais, inclusive o nome. A partir deste Dois de Julho, a Biblioteca Virtual homenageará a historiadora Consuelo Pondé de Sena, sendo a nova patrona da unidade.
Além disso, na ocasião, será lançada a revista eletrônica “Bahia com História”, que funcionará como uma forma de divulgação da história do estado a partir de uma diversidade de temas subdivididos em sessões. “A revista Bahia com História terá sua edição especial de lançamento com o tema ‘Dois de Julho’, mas nós queremos atingir uma variedade temática que vai da história econômica à história da dança, da música, das religiões, abordando o Recôncavo, Sertão, Chapada, Litoral, entre outros”, informa Mariângela Nogueira, diretora da Biblioteca Virtual Dois de Julho.
Facilidade - Mariângela Nogueira revela que a maior alteração que o site sofrerá vai ser em termos de estrutura, em uma nova plataforma que possibilitará ao internauta a maior facilidade na navegação readaptando as ferramentas já conhecidas da Biblioteca Virtual Dois de Julho, como as exposições, as revistas e os acervos especiais, ao meio virtual.
“É natural que ao iniciarmos um projeto inovador como é a Biblioteca Virtual, tragamos ainda a cultura do papel. Mas agora, com essa nova plataforma, estamos nos adaptando ao meio virtual”, afirma a diretora, que ainda conta que esse é um processo em construção com o objetivo de alcançar a meta de ter 100% do acervo sobre a Bahia no site, transformando-o em um canal de diálogo entre a produção acadêmica e a sociedade.
Mariângela ainda explica que a Biblioteca Virtual é uma biblioteca de divulgação da História da Bahia para o grande público, e que nesta nova fase pretende-se dialogar cada vez mais com especialistas e jovens pesquisadores. “Temos na Bahia um número razoável de jovens autores sobre a história do nosso estado, e esse conhecimento muitas vezes fica restrito ao meio acadêmico. Queremos atrair também essa nova geração de pesquisadores e estudantes, e queremos que o site seja aliado do professor na sala de aula, circular entre os eventos da área, ouvir sugestões. Enfim, essa biblioteca é o pontapé inicial para uma biblioteca de referência”, conclui Mariângela Nogueira.
Criada em 2011, a Biblioteca Virtual Dois de Julho tem o objetivo de tornar acessível o conjunto de obras sobre a História da Bahia, além de inovar ao se posicionar como uma biblioteca multimídia, hipertextual e interativa. A unidade virtual também se propõe a publicar gratuitamente livros, periódicos eletrônicos, artigos, resenhas, eventos e informações em geral, além de disponibilizar uma coleção especial sobre a data da nossa Independência, o acervo 2 de Julho.
Instituição - A Fundação Pedro Calmon/Secretaria de Cultura do Estado da Bahia é a gestora das nove bibliotecas públicas localizadas em diferentes bairros e cidades, além da Biblioteca Virtual 2 de Julho, do Arquivo Público do Estado da BahiaCentro de Memória e Memorial dos Governadores. Tem em sua missão a preservação da história e memória da Bahia, incentivando a constituição da identidade do baiano e no reconhecimento do Estado como importante elemento na consolidação da nação brasileira. Seu objetivo é difusão da história da Bahia, através da preservação e ordenação de arquivos privados e personalidades públicas, bem como a realização de exposições, seminários e cursos de formação gratuitos.

Postado originalmente em:
http://www.fpc.ba.gov.br/biblioteca-virtual-2-de-julho-ganha-nova-cara-e-novo-nome/

2 de Julho – Tabuleiro Virtual 2 de Julho testa conhecimento de crianças e jovens sobre data histórica

Por Jamile Menezes 

Tabuleiro Virtual 2 de julho é um jogo lúdico-educativo que vem testando o conhecimento do público infanto-juvenil sobre a data histórica. De uma forma simples e divertida, é possível aprender sobre os acontecimentos históricos que marcaram a Independência da Bahia no Brasil, em 1823. Para jogar o Tabuleiro, basta acessar o site da Biblioteca Virtual 2 de julho, ou a partir de um aplicativo para o Facebook.
Ao entrar no game, o usuário pode escolher personagens como os Caboclos, Maria Filipa, Corneteiro Lopes e Maria Quitéria que fizeram parte do cenário da maior batalha que a Bahia enfrentou. Até três jogadores podem disputar entre si, durante o percurso de 39 casinhas até a chegada. São três tipos de casas distribuídas no jogo: Neutras, Quiz e Sorte/Revés.
Se o jogador cair na casa Quiz durante o percurso, ele deverá responder uma pergunta de múltipla escolha sobre a Independência da Bahia no Brasil. Caso acerte, avança duas casinhas; do contrário, terá de regredir a mesma quantidade.
Ao cair em uma das casinhas de Sorte/Revés, o jogador deverá puxar uma carta. Esta definirá avanço ou regressão no trajeto do Tabuleiro. Já nas Neutras, o usuário não sofre nenhum tipo de punição ou benefício.
Instituição - A Fundação Pedro Calmon/Secretaria de Cultura do Estado da Bahia é a gestora das nove bibliotecas públicas localizadas em diferentes bairros e cidades, além da Biblioteca Virtual 2 de Julho, do Arquivo Público do Estado da BahiaCentro de Memória e Memorial dos Governadores. Tem em sua missão a preservação da história e memória da Bahia, incentivando a constituição da identidade do baiano e no reconhecimento do Estado como importante elemento na consolidação da nação brasileira. Seu objetivo é difusão da história da Bahia, através da preservação e ordenação de arquivos privados e personalidades públicas, bem como a realização de exposições, seminários e cursos de formação gratuitos.

Conheça os personagens do Tabuleiro Virtual

Caboclos
O Caboclo está presente nas comemorações da Independência da Bahia desde 1824, quando a população, para relembrar a entrada do exército pacificador em Salvador, enfeitou uma carreta tomada do inimigo na batalha de Pirajá, puseram sobre ela um velho de descendência indígena e levaram-na, em cortejo, da Lapinha ao Terreiro de Jesus, o ritual se repetiu no ano seguinte e, em 1826, foi esculpida a imagem do caboclo que circula nas ruas até os dias de hoje.
Maria Felipa
Figura de destaque nas batalhas pela independência ocorridas em Itaparica, Maria Felipa de Oliveira é descrita como uma negra alta e audaz que, sendo uma forte liderança em sua comunidade, tornou-se fundamental na organização da resistência insular.Liderando um grupo de mulheres e homens de diferentes classes e etnias, a Heroína Negra da Independência, como é conhecida, organizou o envio de mantimentos para o Recôncavo, como também as chamadas “vedetas” que eram vigias nas praias para prevenir o desembarque de tropas inimigas além de participar ativamente de vários conflitos.
Maria Quitéria
Logo após a proclamação da Independência do Brasil, o Conselho Interino de Governo, sediado em Cachoeira na Bahia, conclamou os baianos do Recôncavo a se alistarem para luta da independência do Brasil.  Logo, Maria Quitéria solicitou o consentimento ao pai, Gonçalo Alves de Almeida, para ingressar no Regimento de Artilharia em Cachoeira, o que lhe foi negado. Todavia, com a ajuda da irmã, Maria Quitéria, vestida com a roupa do cunhado José Cordeiro de Medeiros, apresentou-se ao Regimento de Artilharia. Ela foi para o campo de batalha, onde combateu e venceu. Numa época em que a mulher não tinha autonomia em nenhuma esfera da vida.
Corneteiro Lopes
No conflito que ficou conhecido como a Batalha de Pirajá, o corneteiro Luís Lopes foi o responsável pelo toque errôneo que, felizmente, deu a vitória às tropas brasileiras contra os portugueses. Sob a ordem de tocar a retirada da cavalaria brasileira, Lopes deu o toque de avançar, fazendo com que portugueses amedrontados por pensarem que os baianos haviam recebido reforços em seus exércitos, recuassem. Essa história, no entanto, ainda possui um ar místico e lendário, já que não há documentos que comprovem a existência do fato.

Fonte:
http://www.fpc.ba.gov.br/2dejulho-tabuleiro-virtual-2-de-julho-testa-conhecimento-de-criancas-e-jovens-sobre-data-historica/

Ministério da Cultura lança R$ 13,5 milhões em editais para o Cultura Viva

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O Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural (SCDC), lança nesta quinta-feira (2), com a presença do ministro Juca Ferreira, editais para três áreas no valor de R$ 13,5 milhões, destinados ao fomento de 210 iniciativas da Política Nacional de Cultura Viva em todo o país. O lançamento será às 19h, no prédio da Funarte em São Paulo.
 
Os povos indígenas são um dos públicos contemplados
com os novos editais (Foto: Lia de Paula)
Os editais contemplam Pontos de Mídia Livre e de Cultura Indígena – em parceria com a Secretaria do Audiovisual do MinC, a Fundação Nacional do Índio (Funai) e o Ministério das Comunicações – e traz um tema inédito: o fomento e a premiação das Redes Culturais do país.
 
Durante a cerimônia de lançamento, será realizada roda de conversa, com a presença do ministro Juca Ferreira, dos secretários da Cidadania e da Diversidade Cultural, Ivana Bentes, e do Audiovisual, Pola Ribeiro, e do presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), João Pedro Gonçalves da Costa.
 
Toda a cerimônia, incluindo a roda de conversa, será transmitida ao vivo pelo site e pelas redes sociais do Ministério da Cultura.
 
Serviço:
Ministério da Cultura lança R$ 13 milhões em editais para o Cultura Viva
Data: 2/7/2015 (quinta-feira)
Horário: 19h
Local: Funarte, Alameda Nothmann, 1.058 – Campos Elíseos – São Paulo / SP
 
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura

FONTE:
http://www.cultura.gov.br/noticias-destaques/-/asset_publisher/OiKX3xlR9iTn/content/ministerio-da-cultura-lanca-r-13-5-milhoes-em-editais-para-o-cultura-viva/10883?